Pular para o conteúdo
Concurso de outorga notarial e registral

11 questões de Interceptação de comunicações telefônicas com gabarito e base legal

Abaixo estão 11 questões abertas, de graça e sem cadastro — com gabarito, resumo teórico e o dispositivo em que cada uma se apoia. O acervo completo deste assunto tem 11 questões, e cada uma existe também em versão discursiva e oral, com correção por inteligência artificial.

  1. Questão 1
    Interceptação de comunicações telefônicas
    Estilo FGV
    Nível 2

    Durante uma investigação criminal por peculato, a autoridade policial solicita ao juiz criminal a ordem de interceptação das comunicações telefônicas do suspeito. Qual das seguintes afirmações reflete corretamente a legitimidade do pedido segundo o Art. 3? A) O pedido é ilegal porque apenas o representante do Ministério Público pode solicitar a interceptação. B) O pedido é ilegal porque o juiz só pode determinar a interceptação de ofício, jamais mediante solicitação. C) O pedido é legal porque a autoridade policial pode solicitar a interceptação na investigação criminal. D) O pedido é legal porque o representante do Ministério Público pode solicitar a interceptação na investigação criminal e na instrução processual penal. E) O pedido é legal porque o próprio suspeito concordou com a interceptação.

    • a)O pedido é ilegal porque apenas o representante do Ministério Público pode solicitar a interceptação.
    • b)O pedido é ilegal porque o juiz só pode determinar a interceptação de ofício, jamais mediante solicitação.
    • c)O pedido é legal porque a autoridade policial pode solicitar a interceptação na investigação criminal.
    • d)O pedido é legal porque o representante do Ministério Público pode solicitar a interceptação na investigação criminal e na instrução processual penal.
    • e)O pedido é legal porque o próprio suspeito concordou com a interceptação.

    Gabarito: c) O pedido é legal porque a autoridade policial pode solicitar a interceptação na investigação criminal.

    Resumo teórico
    - O Art. 3 permite a interceptação de comunicações telefônicas. - O juiz pode decidir **de ofício** ou **mediante solicitação**. - **Autoridade Policial**: solicita apenas **na investigação criminal**. - **Representante do MP**: solicita **na investigação criminal** e **na instrução processual penal**. - Não há previsão para particulares, autoridades administrativas ou outras instâncias.
    Base legal
    Art. 3° A interceptação das comunicações telefônicas poderá ser determinada pelo juiz, de ofício ou a requerimento: I - da autoridade policial, na investigação criminal; II - do representante do Ministério Público, na investigação criminal e na instrução processual penal.
    Esta questão também tem versão discursiva e oral, com correção por IA — disponível para assinantes.
  2. Questão 2
    Interceptação de comunicações telefônicas
    Estilo FGV
    Nível 2

    Na apuração de determinada infração penal, o responsável pelo pedido de interceptação de comunicação telefônica não consegue apresentar, de imediato, documento escrito e formula o pedido verbalmente perante o juiz. Ao examiná-lo, o juiz verifica que estão presentes os pressupostos que autorizam a interceptação e pretende concedê-la, condicionando-a à redução do pedido a termo. Nesse caso, qual é a consequência jurídica correta?

    • a)A interceptação pode ser excepcionalmente admitida com base no pedido verbal, pois os pressupostos autorizadores estão presentes, mas a concessão fica condicionada à redução do pedido a termo.
    • b)A interceptação não pode ser admitida com base em pedido verbal, ainda que presentes os pressupostos autorizadores, porque a forma escrita constitui requisito absoluto em todas as situações.
    • c)A interceptação deve ser concedida automaticamente após o pedido verbal, independentemente da verificação dos pressupostos autorizadores, desde que o pedido seja posteriormente reduzido a termo.
    • d)A interceptação pode ser admitida com base em pedido verbal mesmo sem a demonstração de sua necessidade para a apuração da infração penal e sem a indicação dos meios a empregar, desde que o pedido seja reduzido a termo.
    • e)A interceptação somente pode ser concedida após o decurso de vinte e quatro horas, porque esse período deve ser integralmente observado antes de qualquer decisão judicial sobre o pedido.

    Gabarito: a) A interceptação pode ser excepcionalmente admitida com base no pedido verbal, pois os pressupostos autorizadores estão presentes, mas a concessão fica condicionada à redução do pedido a termo.

    Resumo teórico
    - **Conteúdo obrigatório do pedido de interceptação telefônica:** - demonstração de que a interceptação é necessária à apuração de infração penal; - indicação dos meios a serem empregados. - **Pedido verbal:** - pode ser admitido pelo juiz apenas excepcionalmente; - exige a presença dos pressupostos que autorizam a interceptação; - a concessão fica condicionada à redução do pedido a termo. - **Decisão judicial:** - compete ao juiz decidir sobre o pedido; - o prazo máximo para a decisão é de vinte e quatro horas.
    Base legal
    Art. 4° O pedido de interceptação de comunicação telefônica conterá a demonstração de que a sua realização é necessária à apuração de infração penal, com indicação dos meios a serem empregados. § 1° Excepcionalmente, o juiz poderá admitir que o pedido seja formulado verbalmente, desde que estejam presentes os pressupostos que autorizem a interceptação, caso em que a concessão será condicionada à sua redução a termo. § 2° O juiz, no prazo máximo de vinte e quatro horas, decidirá sobre o pedido.
    Esta questão também tem versão discursiva e oral, com correção por IA — disponível para assinantes.
  3. Questão 3
    Interceptação de comunicações telefônicas
    Estilo FGV
    Nível 2

    Em ação de prestação de contas, o juiz determinou diligência de arrecadação por 15 dias, renovou por mais 15 dias sem indicar na decisão a forma de execução e sem demonstrar a indispensabilidade do meio de prova. A parte alega nulidade. Qual a consequência jurídica correta?

    • a)A renovação é válida, pois o prazo de quinze dias é meramente administrativo e independe de comprovação da indispensabilidade do meio de prova.
    • b)Nula a renovação, por ausência de fundamentação da decisão e de comprovação da indispensabilidade do meio de prova, nos termos do dispositivo.
    • c)Válida a renovação, pois a forma de execução da diligência pode ser suprida posteriormente, sem implicar qualquer nulidade.
    • d)Nula apenas a primeira diligência, pois a renovação independe de novo exame sobre a indispensabilidade do meio de prova.
    • e)Válida a renovação, desde que a parte interessada não tenha impugnado expressamente no prazo legal.

    Gabarito: b) Nula a renovação, por ausência de fundamentação da decisão e de comprovação da indispensabilidade do meio de prova, nos termos do dispositivo.

    Resumo teórico
    - Decisão fundamentada: pena de nulidade - Forma de execução: deve estar indicada - Prazo: 15 dias, renovável por igual tempo - Condição para renovação: indispensabilidade do meio de prova comprovada
    Base legal
    Art. 5° A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, indicando também a forma de execução da diligência, que não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova.
    Esta questão também tem versão discursiva e oral, com correção por IA — disponível para assinantes.
  4. Questão 4
    Interceptação de comunicações telefônicas
    Estilo FGV
    Nível 2

    Enunciado: Em uma investigação criminal, é deferido o pedido de interceptação telefônica. A autoridade policial realiza a interceptação e, verificando que a comunicação pode ser gravada, determina a sua transcrição. Ao final da diligência, a polícia elabora auto circunstanciado e o encaminha ao juiz, juntamente com a gravação e a transcrição, informando o Ministério Público. Nos termos do art. 6º, qual é a providência que o juiz deve adotar? Alternativas: a) O juiz deve ordenar a transcrição da comunicação interceptada, conforme previsto no §1 do art. 6º. b) O juiz deve determinar que a polícia entregue o resultado da interceptação e o auto circunstanciado ao Ministério Público, para ciência. c) O juiz deve determinar a providência prevista no art. 8º, cientificando o Ministério Público. d) O juiz deve ordenar a destruição imediata do material interceptado, em respeito à privacidade das partes envolvidas. e) O juiz deve determinar que a polícia realize nova interceptação, abrangendo outras conversas.

    • a)O juiz deve ordenar a transcrição da comunicação interceptada, conforme previsto no §1 do art. 6º.
    • b)O juiz deve determinar que a polícia entregue o resultado da interceptação e o auto circunstanciado ao Ministério Público, para ciência.
    • c)O juiz deve determinar a providência prevista no art. 8º, cientificando o Ministério Público.
    • d)O juiz deve ordenar a destruição imediata do material interceptado, em respeito à privacidade das partes envolvidas.
    • e)O juiz deve determinar que a polícia realize nova interceptação, abrangendo outras conversas.

    Gabarito: c) O juiz deve determinar a providência prevista no art. 8º, cientificando o Ministério Público.

    Resumo teórico
    -Deferido o pedido, a autoridade policial realiza a interceptação e cientifica o Ministério Público, que pode acompanhá-la. -Se a diligência possibilita a gravação da comunicação interceptada, é determinada a sua transcrição. -Após a diligência, a autoridade policial encaminha o resultado da interceptação ao juiz, acompanhado de auto circunstanciado que deve conter o resumo das operações realizadas. -Recebidos esses elementos, o juiz determina a providência do art. 8º, cientificando o Ministério Público.
    Base legal
    Art. 6° Deferido o pedido, a autoridade policial conduzirá os procedimentos de interceptação, dando ciência ao Ministério Público, que poderá acompanhar a sua realização. § 1° No caso de a diligência possibilitar a gravação da comunicação interceptada, será determinada a sua transcrição. § 2° Cumprida a diligência, a autoridade policial encaminhará o resultado da interceptação ao juiz, acompanhado de auto circunstanciado, que deverá conter o resumo das operações realizadas. § 3° Recebidos esses elementos, o juiz determinará a providência do art. 8° , ciente o Ministério Público.
    Esta questão também tem versão discursiva e oral, com correção por IA — disponível para assinantes.
  5. Questão 5
    Interceptação de comunicações telefônicas
    Estilo FGV
    Nível 2

    Durante um procedimento de interceptação de comunicações, a autoridade policial solicitou à concessionária de serviço público a prestação de serviços técnicos especializados e a atuação dos técnicos da empresa. À luz do art. 7º, qual é a consequência jurídica correta?

    • a)A autoridade policial pode requisitar da concessionária serviços e técnicos especializados, além de equipamentos e instalações que considere necessários para a operação.
    • b)A autoridade policial pode requisitar da concessionária os serviços e os técnicos especializados necessários ao procedimento de interceptação.
    • c)A autoridade policial pode requisitar da concessionária os serviços especializados, mas não pode requisitar a atuação dos técnicos da empresa.
    • d)A autoridade policial pode requisitar da concessionária serviços e técnicos especializados somente se a empresa aceitar previamente a demanda.
    • e)A autoridade policial pode requisitar serviços e técnicos especializados de qualquer prestadora, independentemente de ser concessionária de serviço público.

    Gabarito: b) A autoridade policial pode requisitar da concessionária os serviços e os técnicos especializados necessários ao procedimento de interceptação.

    Resumo teórico
    ## Interceptação de comunicações — art. 7º - O dispositivo regula a atuação da autoridade policial nos procedimentos de interceptação previstos na Lei. - A autoridade policial poderá requisitar da concessionária de serviço público: - serviços especializados; - técnicos especializados. - A expressão “poderá” caracteriza uma faculdade conferida à autoridade policial. - A requisição somente pode ser dirigida às concessionárias de serviço público. - O texto do art. 7º não menciona equipamentos, instalações ou outros bens, razão pela qual a autorização não se amplia automaticamente a eles. - Também não alcança prestadoras que não sejam concessionárias de serviço público.
    Base legal
    Art. 7° Para os procedimentos de interceptação de que trata esta Lei, a autoridade policial poderá requisitar serviços e técnicos especializados às concessionárias de serviço público.
    Esta questão também tem versão discursiva e oral, com correção por IA — disponível para assinantes.
  6. Questão 6
    Interceptação de comunicações telefônicas
    Estilo FGV
    Nível 2

    Em inquérito policial, a autoridade policial conclui o relatório final sobre interceptação telefônica autorizada judicialmente. De acordo com o art. 8°, qual o procedimento correto quanto aos autos de interceptação e ao momento de sua apensação?

    • a)A apensação aos autos do inquérito pode ocorrer em qualquer fase anterior ao relatório da autoridade, desde que mantido o sigilo das transcrições.
    • b)A interceptação ocorre em autos apartados, apensados aos autos do inquérito ou do processo, cabendo a apensação imediatamente antes do relatório da autoridade no inquérito ou na conclusão do processo ao juiz.
    • c)A apensação somente é admissível na conclusão do processo ao juiz para despacho, sendo vedada nos autos do inquérito policial antes do relatório final.
    • d)As gravações e transcrições podem integrar os autos principais desde que preservado o sigilo, dispensando-se a formação de autos apartados.
    • e)A interceptação de qualquer natureza deve ser apensada imediatamente após o relatório da autoridade, independentemente de estar em inquérito ou processo.

    Gabarito: b) A interceptação ocorre em autos apartados, apensados aos autos do inquérito ou do processo, cabendo a apensação imediatamente antes do relatório da autoridade no inquérito ou na conclusão do processo ao juiz.

    Resumo teórico
    - A interceptação de comunicação telefônica, de qualquer natureza, ocorre em **autos apartados**. - Esses autos são **apensados** aos autos do inquérito policial ou do processo criminal. - Deve-se preservar o **sigilo** das diligências, gravações e transcrições. - A **apensação** é limitada a dois momentos: imediatamente antes do relatório da autoridade (inquérito) ou na conclusão do processo ao juiz (processo). - O parágrafo único vincula o momento da apensão à fase processual, vedando a antecipação genérica.
    Base legal
    Art. 8° A interceptação de comunicação telefônica, de qualquer natureza, ocorrerá em autos apartados, apensados aos autos do inquérito policial ou do processo criminal, preservando-se o sigilo das diligências, gravações e transcrições respectivas. Parágrafo único. A apensação somente poderá ser realizada imediatamente antes do relatório da autoridade, quando se tratar de inquérito policial (Código de Processo Penal, art.10, § 1°) ou na conclusão do processo ao juiz para o despacho decorrente do disposto nos arts. 407, 502 ou 538 do Código de Processo Penal.
    Esta questão também tem versão discursiva e oral, com correção por IA — disponível para assinantes.
  7. Questão 7
    Interceptação de comunicações telefônicas
    Estilo FGV
    Nível 2

    Durante as investigações de um crime de estelionato cometido por quadrilha, a autoridade policial solicita ao juiz a autorização de captação ambiental de sinais eletromagnéticos para monitorar as comunicações telefônicas dos investigados. O crime de estelionato tem pena máxima de 4 (quatro) anos de reclusão. Qual a consequência jurídica correta em face do art. 8º-A?

    • a)O juiz deve conceder o pedido porque o crime envolve quadrilha, o que o torna um delito grave independentemente da pena prevista em lei.
    • b)O pedido pode ser parcialmente deferido se a autoridade policial limitar a captação a um período de dez dias, conforme o prazo máximo permitido pelo dispositivo.
    • c)A autorização deve ser negada porque o delito não se submete ao requisito de pena máxima superior a quatro anos, conforme exige o inciso II do artigo.
    • d)O juiz pode aprovar o pedido se a autoridade investigativa demonstrar que outros meios são ineficazes, ainda que o crime tenha pena máxima inferior a quatro anos.
    • e)O pedido deve ser deferido porque a captação ambiental é necessária para a coleta de provas, e a lei não exige um patamar mínimo de pena para tal medida.

    Gabarito: c) A autorização deve ser negada porque o delito não se submete ao requisito de pena máxima superior a quatro anos, conforme exige o inciso II do artigo.

    Resumo teórico
    - Condição I: prova não disponível por outros meios igualmente eficazes. - Condição II: elementos probatórios razoáveis de autoria/participação em crimes com pena máxima > 4 anos ou crimes conexos. - Requisito do pedido: descrição circunstanciada do local e modo de instalação do dispositivo. - Forma de instalação: operação policial disfarçada ou noturna (exceto na residência – art. 5º, XI, CF). - Prazo: máximo 15 dias, renovável por iguais períodos se indispensabilidade da prova e atividade delitiva permanente/habitual/continuada. - Defesa: captação por interlocutor sem autoridade é utilizável se a integridade da gravação for comprovada. - Aplicação subsidiária: regras da interceptação telefônica e telemática.
    Base legal
    Art. 8º-A. Para investigação ou instrução criminal, poderá ser autorizada pelo juiz, a requerimento da autoridade policial ou do Ministério Público, a captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos, quando:      (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) I - a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis e igualmente eficazes; e      (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) II - houver elementos probatórios razoáveis de autoria e participação em infrações criminais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos ou em infrações penais conexas.      (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 1º O requerimento deverá descrever circunstanciadamente o local e a forma de instalação do dispositivo de captação ambiental.      (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 2º A instalação do dispositivo de captação ambiental poderá ser realizada, quando necessária, por meio de operação policial disfarçada ou no período noturno, exceto na casa, nos termos do inciso XI do caput do art. 5º da Constituição Federal.             (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)        (Vigência) § 3º A captação ambiental não poderá exceder o prazo de 15 (quinze) dias, renovável por decisão judicial por iguais períodos, se comprovada a indispensabilidade do meio de prova e quando presente atividade criminal permanente, habitual ou continuada.        (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 4º A captação ambiental feita por um dos interlocutores sem o prévio conhecimento da autoridade policial ou do Ministério Público poderá ser utilizada, em matéria de defesa, quando demonstrada a integridade da gravação.           (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)        (Vigência) § 5º Aplicam-se subsidiariamente à captação ambiental as regras previstas na legislação específica para a interceptação telefônica e telemática.       (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
    Esta questão também tem versão discursiva e oral, com correção por IA — disponível para assinantes.
  8. Questão 8
    Interceptação de comunicações telefônicas
    Estilo FGV
    Nível 2

    Em procedimento criminal de interceptação de comunicações telefônicas, após a conclusão da instrução processual, verificou-se que parte das gravações obtidas não guardava qualquer relação com os fatos objeto da acusação, tratando-se de conversas inteiramente alheias ao delito investigado. A defesa técnica do acusado, ciente dessa circunstância, propôs requerimento à autoridade judiciária para que tais gravações fossem descartadas dos autos. Diante da hipótese descrita, quais são as consequências jurídicas corretas à luz do Art. 9° da norma sobre interceptação telefônica?

    • a)A inutilização da gravação dispensada pela prova depende de requerimento exclusivo do Ministério Público, não sendo possível por iniciativa da parte interessada, e será decidida pelo juiz em decisão fundamentada, podendo ocorrer durante o inquérito, a instrução processual ou após esta.
    • b)A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada, sendo o incidente assistido pelo Ministério Público, com presença facultativa do acusado ou de seu representante legal.
    • c)A inutilização das gravações dispensadas pela prova será determinada de ofício pelo magistrado, independentemente de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada, observada a obrigatória presença do acusado no incidente.
    • d)A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão do Ministério Público, durante o inquérito ou a instrução processual, sendo facultada a presença do acusado, mas não a de seu representante legal.
    • e)A inutilização da gravação dispensada pela prova será realizada pelo juiz apenas durante o inquérito policial, mediante requerimento da parte interessada, não sendo possível após o término da instrução processual.

    Gabarito: b) A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada, sendo o incidente assistido pelo Ministério Público, com presença facultativa do acusado ou de seu representante legal.

    Resumo teórico
    - O Art. 9° disciplina a inutilização de gravações obtidas por interceptação telefônica que não interessarem à prova. - A inutilização dependerá de decisão judicial, não sendo automática. - O requerimento pode ser apresentado tanto pelo Ministério Público quanto pela parte interessada. - A decisão pode ser tomada em três fases: durante o inquérito, a instrução processual ou após esta. - No incidente de inutilização, o Ministério Público possui participação assegurada (assistência), enquanto a presença do acusado ou de seu representante legal é meramente facultativa.
    Base legal
    Art. 9° A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada. Parágrafo único. O incidente de inutilização será assistido pelo Ministério Público, sendo facultada a presença do acusado ou de seu representante legal.
    Esta questão também tem versão discursiva e oral, com correção por IA — disponível para assinantes.
  9. Questão 9
    Interceptação de comunicações telefônicas
    Estilo FGV
    Nível 2

    Uma consultora privada, sem autorização judicial, contrata pessoas para ouvir conversas telefônicas mantidas durante reunião empresarial, a fim de obter informações comerciais para uma demanda cível. À luz do art. 10, qual é a consequência jurídica correta?

    • a)A conduta é atípica, porque o dispositivo protege somente comunicações que estejam relacionadas a segredo da Justiça.
    • b)A conduta é crime do caput, mas a sanção é apenas multa, por ter sido praticada por particular e não por autoridade judicial.
    • c)A conduta é crime do caput, com pena de reclusão, de dois a quatro anos, e multa.
    • d)A conduta é crime do parágrafo único, pois todo particular que determine a execução de uma interceptação assume a posição da autoridade judicial.
    • e)A conduta só é crime se a interceptação das comunicações empresariais também envolver a quebra de segredo da Justiça.

    Gabarito: c) A conduta é crime do caput, com pena de reclusão, de dois a quatro anos, e multa.

    Resumo teórico
    ## Interceptação de comunicações — art. 10 - O art. 10 considera crime: - realizar interceptação de comunicações telefônicas; - realizar interceptação de comunicações de informática ou telemáticas; - promover escuta ambiental; - quebrar segredo da Justiça. - A conduta é criminosa quando é praticada: - sem autorização judicial; ou - com objetivos não autorizados em lei. - A presença de autorização judicial ou de finalidade legalmente autorizada afasta, conforme o caso, a condição prevista no dispositivo; o texto não exige a acumulação das duas circunstâncias proibitivas. - A pena prevista no caput é de reclusão, de dois a quatro anos, e multa. - O parágrafo único estende a mesma pena à autoridade judicial que determina a execução de conduta do caput com objetivo não autorizado em lei. - A regra do parágrafo único é específica para a autoridade judicial que determina a execução da conduta proibida.
    Base legal
    Art. 10.  Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, promover escuta ambiental ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei:     (Redação dada pela Lei nº 13.869. de 2019)      (Vigência) Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.     (Redação dada pela Lei nº 13.869. de 2019)      (Vigência) Parágrafo único.  Incorre na mesma pena a autoridade judicial que determina a execução de conduta prevista no caput deste artigo com objetivo não autorizado em lei.     (Incluído pela Lei nº 13.869. de 2019) (Vigência)
    Esta questão também tem versão discursiva e oral, com correção por IA — disponível para assinantes.
  10. Questão 10
    Interceptação de comunicações telefônicas
    Estilo FGV
    Nível 2

    Durante uma investigação criminal, Mário, funcionário público, realiza, sem autorização judicial embora ela seja exigida, captação ambiental de sinais acústicos de conversa da qual não participa. Posteriormente, enquanto subsiste sigilo judicial, revela o conteúdo da gravação e descumpre determinação de sigilo das investigações. Considerando exclusivamente o art. 10-A, qual é a consequência jurídica correta?

    • a)A captação constitui crime sujeito à reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa, devendo a pena ser aplicada em dobro, pois Mário é funcionário público e, enquanto mantido o sigilo judicial, revela o conteúdo da gravação e descumpre a determinação de sigilo.
    • b)A captação não constitui crime, pois foi realizada para fins de investigação criminal, ficando a revelação do conteúdo da gravação sem consequência específica enquanto o sigilo judicial permanecer vigente.
    • c)A captação constitui crime sujeito à reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa, mas a pena não pode ser aplicada em dobro, porque o descumprimento do sigilo e a revelação da gravação não são previstos como hipóteses de duplicação.
    • d)A captação não constitui crime, porque a ausência de autorização judicial é irrelevante quando o responsável pela captação atua como funcionário público no interesse da investigação.
    • e)A captação constitui crime, mas a consequência jurídica limita-se à multa, sem aplicação da pena de reclusão, ainda que a autorização judicial fosse exigida para o ato.

    Gabarito: a) A captação constitui crime sujeito à reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos e multa, devendo a pena ser aplicada em dobro, pois Mário é funcionário público e, enquanto mantido o sigilo judicial, revela o conteúdo da gravação e descumpre a determinação de sigilo.

    Resumo teórico
    - **Conduta típica:** realizar captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos para investigação ou instrução criminal. - **Elemento normativo:** a autorização judicial deve estar sendo exigida e a captação deve ser feita sem ela. - **Pena:** reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, além de multa. - **Exceção:** não há crime quando a captação é realizada por um dos interlocutores. - **Pena em dobro:** aplica-se ao funcionário público que descumprir determinação de sigilo das investigações envolvendo a captação ambiental ou revelar o conteúdo das gravações enquanto mantido o sigilo judicial. - **Aplicação conjunta:** a finalidade investigativa ou instrutória não elimina o crime do caput; a condição de funcionário público não afasta a tipicidade e pode implicar a duplicação da pena nas hipóteses do § 2º.
    Base legal
    Art. 10-A. Realizar captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos para investigação ou instrução criminal sem autorização judicial, quando esta for exigida:     (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.      (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 1º Não há crime se a captação é realizada por um dos interlocutores.        (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) § 2º A pena será aplicada em dobro ao funcionário público que descumprir determinação de sigilo das investigações que envolvam a captação ambiental ou revelar o conteúdo das gravações enquanto mantido o sigilo judicial.     (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
    Esta questão também tem versão discursiva e oral, com correção por IA — disponível para assinantes.
  11. Questão 11
    Interceptação de comunicações telefônicas
    Estilo FGV
    Nível 2

    A Lei nº X.XXX/2024 foi publicada no Diário Oficial da União em 15 de abril de 2024. Considerando o disposto no art. 11 da mesma lei, qual é a data a partir da qual ela produz efeitos jurídicos?

    • a)Produz efeitos a partir de 15 de maio de 2024, após o término de um vacatio legis de 30 dias.
    • b)Produz efeitos a partir de 30 de abril de 2024, considerando a contagem de quinze dias úteis após a publicação.
    • c)Produz efeitos a partir da data de sua publicação, ou seja, 15 de abril de 2024.
    • d)Produz efeitos somente a partir da sua sanção presidencial, que ocorreu em 10 de abril de 2024.
    • e)Produz efeitos a partir do primeiro dia do mês seguinte à publicação, isto é, 1º de maio de 2024.

    Gabarito: c) Produz efeitos a partir da data de sua publicação, ou seja, 15 de abril de 2024.

    Resumo teórico
    **Resumo Teórico** - Art. 11 estabelece que a lei entra em vigor na data de sua publicação. - A publicação refere‑se à divulgação oficial no órgão de imprensa oficial (Diário Oficial). - A partir da data de publicação, a lei produz efeitos jurídicos vinculantes. - Não há vacatio legis prevista nesse dispositivo; a eficácia é imediata. - Qualquer norma que tente estabelecer um prazo diverso de entrada em vigor seria incompatível com o art. 11, salvo lei superior que disponha em contrário.
    Base legal
    Art. 11. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
    Esta questão também tem versão discursiva e oral, com correção por IA — disponível para assinantes.

Faltam 0 questões deste assunto

Cada uma com versão objetiva, discursiva e oral, gabarito comentado, resumo e mapa mental. 7 dias grátis, sem cartão de crédito.

Começar grátis